sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sessenta fotógrafos voluntários promovem ação na praça central

Foto: Adival B. Pinto


Expectativa era produzir 10 mil retratos gratuitamente; a atividade acontece desde 1987

“Fotografar é colocar na mesma mira a cabeça, o olho e o coração”. Para o Grupo Imagem Núcleo de Fotografia e Vídeo de Sorocaba, a frase, de Henri Cartier Bresson, foi multiplicada por 10 mil para marcar o Dia Internacional da Fotografia, comemorado ontem. Durante todo o dia, mais de 60 fotógrafos voluntários fotografaram, gratuitamente, as pessoas (a expectativa era retratar 10 mil) que foram ao estúdio improvisado na Praça Coronel Fernando Prestes, no centro. A atividade, na sua 23ª edição anual, já pode ser considerada tradição em Sorocaba.

De fundo, foram usados painéis com as fotos feitas nos anos anteriores. “Nos anos passados, a gente usou o fundo infinito, mas este ano resolvemos montar os painés, também como forma de exposição”, afirmou o fotógrafo e coordenador da ação, Edeson de Souza. Retratista, ele afirma que a maior paixão é fotografar pessoas: “As pessoas gostam de se ver na foto. São elas ali”. Tímidos ou mais a vontade, sozinhos ou em grupos, a única preocupação dos interessados era se a fotografia era paga. “É de graça?”, era a pergunta mais frequente. “O único risco que alguém corre ao entrar aqui é ser fotografado”, afirmou Edeson. A ampliação de 10x15 cm também será entregue gratuitamente, a partir de segunda-feira, na loja de um dos parceiros do projeto.

Mãe e filha aproveitaram a oportunidade para tirarem uma foto juntas. “É sempre só foto dela (filha), hoje ela me trouxe junto”, afirmou Inês Tavernaro, mãe de Beatriz Tavernaro, de 18 anos. A filha conhece o projeto por interesse na área. “Quero fazer faculdade de Fotografia e gosto muito do jeito que eles comemoram a data aqui. Não passa em branco”, afirmou. Nos painéis expostos, um grupo de garis acompanhava as fotos quadro a quadro e reconhecia colegas de trabalho, fotografados nos anos anteriores. “Tem gente que está aí e que já é até falecido. É bonito de ver tudo isso”, afirmou o pintor Arildo Alves de Campos, de 34 anos, que estava com o grupo.

Para saírem bonitas nas fotos, as pessoas ainda poderiam aproveitar o um salão improvisado antes de posar. Para a cabeleireira Renata Diniz, produzir as pessoas foi uma forma de mexer até com a auto-estima ao se ver nas fotos. “Tem muita gente bonita escondida atrás de um cabelo desarrumado, sem corte ou de um boné”, disse. (Por Samira Galli)

Nenhum comentário: